Alma Thomas presta homenagem a Erykah Badu na próxima festa Jazz Ahead

Ter a nova iorquina Alma Thomas no Rio de Janeiro é um presente para os ouvidos dos cariocas. Ela é, sem dúvida, uma das vozes mais limpas, flexíveis e marcantes que já ouvimos por aqui.

 

Após sua passagem muito bem sucedida pelo The Voice, seus fãs pelo Brasil afora crescem a cada dia. Alma usa sua voz com dedicação e técnica similares a de um instrumentista e sempre nos impressiona pela capacidade vocal. Há mais de 6 anos Alma se dedica ao repertório de Erykah Badu ao lado de sua banda Bambina Philosophy e interpreta com imensa propriedade as músicas da revolucionária do Soul, sempre respeitando a tradição do jazz e blues sem perder sua personalidade única.

Alma acaba de lançar a versão em inglês do hit ‘Você partiu meu coração’,
do artista Umberto Tavares. ‘Broke My Heart In Two’ é a balada tema da personagem Luiza, interpretada por Camila Queiroz, na novela ‘Pega Pega’, da Rede Globo.

Na festa Jazz Ahead do sábado, dia 5 de agosto, no Clube dos Macacos, Alma Thomas conta com os arranjos e metais Hermenegildo59, septeto que vem fazendo uma temporada arrebatadora na Casa de BACO. Além desse show incrível, os DJs Nepal e MM vão quebrar tudo na pista dessa festa Jazz Ahead que promete ficar para a história. Se você ainda não garantiu seu ingresso, corra porque as vendas estão a todo vapor. GARANTA SEU INGRESSO -> bit.ly/erykah-badu-jazz

Afrojazz estréia na Festa Jazz Ahead neste sábado, 3/06

Uma incrível mistura de influências, ritmos e energia, que bebem das fontes africana, brasileira, latina, do funk e do hip-hop compõem e posicionam os shows do AfroJazz na vanguarda dos espetáculos autênticos da música brasileira.

Criado em 2012, o grupo celebra o legado musical cultural do continente africano de maneira irresistível. Influenciados diretamente por artistas como Moacir Santos, Banda BlackRio, Mulatu Astatke, Mongo Santamaria, Guy Warren, Miles Davis e Fela Kuti, o grupo funde contemporâneo com clássico e o seu som é marcado por muito groove, afrobeat e batuque.



Protagonistas em diversos palcos relevantes, e contando com participações especialíssimas em seus shows de artistas consagrados como Banda BlackRio, Mano Brown, MvBill, Bnegão, e Jesuton (entre tantos outros) a estréia do Afrojazz no palco da Jazz Ahead será marcado pela homenagem a cultura africana, através das músicas autorais do seu último CD, “African Brothers” e de um tributo inesquecível ao criador do afrobeat Fela Kuti.
Os ingressos estão voando. Garanta o seu -> COMPRAR INGRESSO

 

Ouça o som: Afrobeat by DJ Nepal

DJ empenhado é isso, galera. Nosso querido Nepal convida todos vocês a entrarem em contato com a a mãe Africa, suas raízes e riquezas do groove com uma playlist exclusiva inspirada na nossa próxima Jazz Ahead Fela Kuti Tribute com o mestre dos grooves DJ Nepal, DJ Gustavo MM e a banda Afrojazz. Aperte o play e esquente os quadris para nossa festa do dia 3 de junho, no Clube dos Macacos:

Pansa Pansa

A música “Pansa Pansa” que literalmente quer dizer “mais e mais” foi tocada pela primeira vez por Fela Kuti em 1977, em uma corajosa resposta a destruição da República de Kalakuta e ao massacre de seu povo protagonizada pelo exército Nigeriano. A República de Kalakuta, localizada nos arredores de Lagos, foi fundada pelo músico e ativista político no início da década de 1970 após ele voltar dos Estados Unidos. Formado por um conjunto de casas pintadas de amarelo cercadas por arame farpado, o local abrigava um estúdio musical, sua família e membros de sua banda, a Africa 70. Ao declarar a independência da comunidade em relação a Nigéria, Fela Kuti enfureceu o regime militar então liderado por Olusegun Obasanjo, que controlava o país. Em fevereiro de 1977, 1.000 soldados do exército Nigeriano invadiram Kalakuta, espancaram os homens, estupraram as mulheres (incluindo as esposas de Fela) e arremessaram sua mãe do segundo andar de um prédio, resultando em sua morte alguns meses depois, em decorrência dos graves ferimentos sofridos. Além de perder a mãe, Fela Kuti teve uma fratura no crânio e foi levado preso enquanto testemunhava sua república em chamas. Toda essa experiência traumática e violenta só serviu como mais combustível para inflamar o grito e a luta de Fela pela liberdade e os direitos do seu povo através da música. Fiquem com o vídeo da música Pansa Pansa

Décadas de 50 e 60: o hard bop bebe na fonte

Não é nenhum segredo que a matriz do jazz e do blues, e parte fundamental da raiz de toda a música ocidental, é em sua essência a música africana. Nas décadas de 50 e 60, alguns dos mais notáveis músicos de Jazz, como Art Blakey e John Coltrane, despertaram um interesse comum em resgatar essas raízes africanas e incorporar tais elementos rítmicos e espirituais de forma mais clara em suas próprias composições. Assim surgiram grandes obras como “Africa” e “Liberia” de John Coltrane, e “The African Beat”, de Art Blakey.

A polirritmia das percussões e a qualidade xamânica dos cantos africanos voltavam a influenciar, diretamente, a música norte-americana. Esse interesse gerou uma troca explícita, com diversos jazzmen viajando para o continente africano para estudar e entender melhor os conceitos de tal disciplina. Em contrapartida, muitos músicos africanos, principalmente no oeste da África, em países como Mali, Ghana, e Nigeria, passaram também a se interessar pelo jazz. Essa aproximação cultural e musical viria a ser chave para o surgimento de Fela Kuti, criador do afrobeat, uma fusão complexa do jazz, funk, soul, rock psicodélico e a própria música tradicional do oeste africano.

Não percam o tributo da banda AfroJazz e do DJ Nepal ao lendário criador do afrobeat Fela Kuti. Dia 03 de junho, sábado, no Clube dos Macacos. Os ingressos estão voando. GARANTA O SEU

Fela: a voz de seu povo

Ao retornar pra Nigéria na década de 70, Fela Kuti montou um complexo musical que incluía um estúdio de gravação, um estúdio de ensaio e uma boate, consolidando assim sua obra fonográfica e se tornando uma das maiores estrelas do seu país. Ele se tornou imensamente popular entre os pobre porque falava de questões políticas que ressoavam como a voz do seu povo contra a a exploração do regime ditatorial local que tirava seus direitos. Com isso, o governo Nigeriano passou a persegui-lo para o resto de sua vida, chegando ao ponto de mandar 1000 soldados destruírem seu complexo, matarem sua mãe e estuprarem suas esposas (sim, em dado momento ele tinha 27). Fela tinha acima de tudo a vontade de criar uma Africa livre e próspera, e usou sua música pra empoderar e encorajar o povo a almejar coisas melhores para o continente.
Venham conferir a homenagem que faremos a esse grande artista e ser humano, dia 3 de junho, sábado, no Clube dos Macacos! GARANTA SEU INGRESSO. O primeiro lote está quase esgotando.

O Revolucionário

Fela Kuti foi um revolucionário musical e ativista político a frente de seu tempo. Filho de pais politicamente engajados, ele passou a carreira lutando ativamente contra a opressão colonial e suas consequências pro continente africano. Creditado com a invenção do “Afro-Beat” em resposta a suposta americanização de seus contemporâneos africanos, Fela inventou e inovou na maneira que mesclava vamps improvisados de matriz funkeada com ritmos tribais altamene percussivos. Prolífero compositor e produtor musical, ele gravou inúmeros discos que são cada vez mais ouvidos ao redor do mundo. É uma honra fazer esse tributo a esse grande mestre, e ninguém melhor do que o Afrojazz e DJ Nepal para faze-lo. Venham ao Clube dos Macacos, dia 3 de junho, sábado, que vai ser lindo! GARANTA SEU INGRESSO

 

Dia 3 de junho a Jazz Ahead está de volta

Hey hey hey Jazz Lovers! Jazz Ahead de volta na área com uma festa especialíssima! Vamos para a matriz de tudo: Africa e suas vertentes de Jazz. Pra bombar imensamente a noite, chamamos os craques da Afrojazz pra fazer um tributo a Fela Kuti, o pai do jazz africano. Os ingressos já estão a venda e o lote promocional esgotou em menos de 48hrs. Para completar, ainda teremos a presença ilustre do DJ Nepal, que nos disse nas internas que vai fazer um set pesado com afro beat e seus caminhos. Ainda teremos mais surpresinhas artísticas e participações que por hora deixaremos quieto… Estamos amarradões com esse line-up, confirme sua presença e venha que vai ser lindooo!

 

Jarreau e Benson, encontro de gigantes

Al Jarreau e George Benson tinham tudo para juntos formarem uma longa e frutífera parceria musical. Admiradores mútuos, Al chegou a chamar George de seu grande herói e um ídolo na comunidade jazzística. Apesar de se conhecerem desde 1970, quis o destino (alguns culpam desavenças entre os seus empresários) que os dois só fossem se aproximar musicalmente em um concerto em 2006, onde eram as atrações principais.
Esse encontro possibilitou a tão esperada gravação conjunta, o icônico disco “Givin’ It Up”, um marco na carreira desses dois gigantes do Jazz.

Fiquem com o vídeo de Summer Breeze, da tournée do álbum Givin’ It Up.

Festa Jazz Ahead faz tributo a Al Jarreau

Cantor que morreu no início do ano é homenageado na primeira edição de 2017 da melhor festa de jazz do Rio.

Consagrado como o único artista a ganhar Grammy Award em três categorias, jazz, R&B e Soul, o astro Al Jarreau, morto em fevereiro deste ano, será homenageado na primeira Jazz Ahead de 2017. A festa será no próximo dia 8 de abril (sábado), no Clube dos Macacos, a partir das 22h.  Antes e depois do show, a pista será animado pelos DJ´s MBgroove e Gustavo MM.

Al Jarreau faturou sete Grammy Awards ao longo de sua prolífera carreira. O misto de suavidade e primorosos scats singing (técnica complexa de canto com o uso de sílabas sem sentido literal que reproduz uma linha melódica) eram as marcas desse que foi um dos mais versáteis cantor de todos os tempos. Nas suas quatro décadas de atuação esteve no primeiro Rock in Rio, em 1985 e trinta anos depois, na edição de 2015.

E para assumir essa enorme responsabilidade, o cantor carioca Paulo Loureiro subirá ao palco ao lado de seu quarteto formado por Alex Rocha no baixo e direção musical, Marco Brito nos teclados, Diogo Gomes no trompete e Gláucio Ayala na bateria. Com um extenso currículo na música, o cantor passou pela University of Morris Jazz Band, nos Estados Unidos, e participou de shows ao lado de Djavan e Ed Motta e coleciona elogios desses artistas. Seu disco Anno Luz recebeu cinco estrelas e meia (de um máximo de seis) no All Music Guide, um dos mais respeitados guias de música do mundo. No repertório, músicas eternizadas por Al como Mornin’, Roof Garden, Spain, Trouble in Paradise e I Wil be Here for You.

Na pista, antes e depois do show, os DJ’s Marcello MBgroove e Gustavo MM apresentam sets envolvendo o FunkySoul, com as várias vertentes do Jazz e sons Afrolatinos, além dos Funky breaks, 60’s, R&B, Jump-Blues, Rare-Grooves e Nu-jazz beats.