5 motivos para você começar a ouvir Lee Morgan imediatamente!

1. Ele foi o trompetista mais blueseiro e “soulful” do seu tempo!

2. Ele foi um virtuoso que sempre manteve o bom gosto e a musicalidade em primeiro lugar.

3. Ele tocou na formação do Art Blakey Jazz Messengers mais foda de todas! (controverso!!!)

4. Ele sempre botava a galera pra dançar nos festivais e shows que fazia!

5. Ele foi o trompetista do “breakout” album do John Coltrane entitulado “Blue Train”.

 

Apesar de sua extensa discografia, Lee Morgan morreu tragicamente com apenas 33 anos. Ele foi assassinado durante uma apresentação pela sua própria namorada, que atirou nele com uma espingarda em fevereiro de 1972. Alguns dizem que foi no meio da apresentação, em frente do público presente, e outros dizem que foi na parte de trás da casa de shows. De qualquer forma, o jazz perdeu um dos seus maiores talentos e sempre fica no ar a pergunta; o que Lee Morgan teria feito se tivesse vivido mais 10 anos.

St John Coltrane

Hoje faz 50 anos desde o falecimento de quem para nós, e para muitos, foi o maior saxofonista de todos os tempos, o brilhante e revolucionário John Coltrane. Um perfeccionista musical, sua extensa obra demonstra bem sua constante evolução e sua capacidade incomum de estar sempre se reinventando.

Sua voz única no tenor e seus vôos no sax soprano, se tornaram uma fonte de inspiração para toda uma geração de músicos que seguiram e até hoje tentam emular tanto seu virtuosismo como sua incrível capacidade expressiva. Seu som, principalmente durante os anos 60, retrata claramente a dor, a luta e a superação dos afro-americanos durante o auge do movimento pelos direitos civis. A profunda mensagem que ele transmitia, e que considerava sua missão na terra, era de unir a humanidade e transcender espiritualmente através da música, tornando as pessoas mais felizes e energizadas para enfrentar as dificuldades do cotidiano. Fica a nossa homenagem a esse ser iluminado que teve uma passagem tão breve por aqui, mas marcou tão profundamente a vida de milhares de pessoas. John Coltrane, eterno, imortal.

Abaixo vocês ficam com um dos álbuns mais importantes da história do jazz. Gravado em dezembro de 1964, A Love Supreme uniu todas as inovações descobertas por Trane até o momento. O álbum representa o período de grande espiritualidade que Coltrane imergiu após se livrar do vicio em álcool e outras drogas em 57, além de apontar para as grandes inovações que viriam nos próximos dois anos e meios de vida.

Alma Thomas presta homenagem a Erykah Badu na próxima festa Jazz Ahead

Ter a nova iorquina Alma Thomas no Rio de Janeiro é um presente para os ouvidos dos cariocas. Ela é, sem dúvida, uma das vozes mais limpas, flexíveis e marcantes que já ouvimos por aqui.

 

Após sua passagem muito bem sucedida pelo The Voice, seus fãs pelo Brasil afora crescem a cada dia. Alma usa sua voz com dedicação e técnica similares a de um instrumentista e sempre nos impressiona pela capacidade vocal. Há mais de 6 anos Alma se dedica ao repertório de Erykah Badu ao lado de sua banda Bambina Philosophy e interpreta com imensa propriedade as músicas da revolucionária do Soul, sempre respeitando a tradição do jazz e blues sem perder sua personalidade única.

Alma acaba de lançar a versão em inglês do hit ‘Você partiu meu coração’,
do artista Umberto Tavares. ‘Broke My Heart In Two’ é a balada tema da personagem Luiza, interpretada por Camila Queiroz, na novela ‘Pega Pega’, da Rede Globo.

Na festa Jazz Ahead do sábado, dia 5 de agosto, no Clube dos Macacos, Alma Thomas conta com os arranjos e metais Hermenegildo59, septeto que vem fazendo uma temporada arrebatadora na Casa de BACO. Além desse show incrível, os DJs Nepal e MM vão quebrar tudo na pista dessa festa Jazz Ahead que promete ficar para a história. Se você ainda não garantiu seu ingresso, corra porque as vendas estão a todo vapor. GARANTA SEU INGRESSO -> bit.ly/erykah-badu-jazz

Afrojazz estréia na Festa Jazz Ahead neste sábado, 3/06

Uma incrível mistura de influências, ritmos e energia, que bebem das fontes africana, brasileira, latina, do funk e do hip-hop compõem e posicionam os shows do AfroJazz na vanguarda dos espetáculos autênticos da música brasileira.

Criado em 2012, o grupo celebra o legado musical cultural do continente africano de maneira irresistível. Influenciados diretamente por artistas como Moacir Santos, Banda BlackRio, Mulatu Astatke, Mongo Santamaria, Guy Warren, Miles Davis e Fela Kuti, o grupo funde contemporâneo com clássico e o seu som é marcado por muito groove, afrobeat e batuque.



Protagonistas em diversos palcos relevantes, e contando com participações especialíssimas em seus shows de artistas consagrados como Banda BlackRio, Mano Brown, MvBill, Bnegão, e Jesuton (entre tantos outros) a estréia do Afrojazz no palco da Jazz Ahead será marcado pela homenagem a cultura africana, através das músicas autorais do seu último CD, “African Brothers” e de um tributo inesquecível ao criador do afrobeat Fela Kuti.
Os ingressos estão voando. Garanta o seu -> COMPRAR INGRESSO

 

Ouça o som: Afrobeat by DJ Nepal

DJ empenhado é isso, galera. Nosso querido Nepal convida todos vocês a entrarem em contato com a a mãe Africa, suas raízes e riquezas do groove com uma playlist exclusiva inspirada na nossa próxima Jazz Ahead Fela Kuti Tribute com o mestre dos grooves DJ Nepal, DJ Gustavo MM e a banda Afrojazz. Aperte o play e esquente os quadris para nossa festa do dia 3 de junho, no Clube dos Macacos:

Pansa Pansa

A música “Pansa Pansa” que literalmente quer dizer “mais e mais” foi tocada pela primeira vez por Fela Kuti em 1977, em uma corajosa resposta a destruição da República de Kalakuta e ao massacre de seu povo protagonizada pelo exército Nigeriano. A República de Kalakuta, localizada nos arredores de Lagos, foi fundada pelo músico e ativista político no início da década de 1970 após ele voltar dos Estados Unidos. Formado por um conjunto de casas pintadas de amarelo cercadas por arame farpado, o local abrigava um estúdio musical, sua família e membros de sua banda, a Africa 70. Ao declarar a independência da comunidade em relação a Nigéria, Fela Kuti enfureceu o regime militar então liderado por Olusegun Obasanjo, que controlava o país. Em fevereiro de 1977, 1.000 soldados do exército Nigeriano invadiram Kalakuta, espancaram os homens, estupraram as mulheres (incluindo as esposas de Fela) e arremessaram sua mãe do segundo andar de um prédio, resultando em sua morte alguns meses depois, em decorrência dos graves ferimentos sofridos. Além de perder a mãe, Fela Kuti teve uma fratura no crânio e foi levado preso enquanto testemunhava sua república em chamas. Toda essa experiência traumática e violenta só serviu como mais combustível para inflamar o grito e a luta de Fela pela liberdade e os direitos do seu povo através da música. Fiquem com o vídeo da música Pansa Pansa

Décadas de 50 e 60: o hard bop bebe na fonte

Não é nenhum segredo que a matriz do jazz e do blues, e parte fundamental da raiz de toda a música ocidental, é em sua essência a música africana. Nas décadas de 50 e 60, alguns dos mais notáveis músicos de Jazz, como Art Blakey e John Coltrane, despertaram um interesse comum em resgatar essas raízes africanas e incorporar tais elementos rítmicos e espirituais de forma mais clara em suas próprias composições. Assim surgiram grandes obras como “Africa” e “Liberia” de John Coltrane, e “The African Beat”, de Art Blakey.

A polirritmia das percussões e a qualidade xamânica dos cantos africanos voltavam a influenciar, diretamente, a música norte-americana. Esse interesse gerou uma troca explícita, com diversos jazzmen viajando para o continente africano para estudar e entender melhor os conceitos de tal disciplina. Em contrapartida, muitos músicos africanos, principalmente no oeste da África, em países como Mali, Ghana, e Nigeria, passaram também a se interessar pelo jazz. Essa aproximação cultural e musical viria a ser chave para o surgimento de Fela Kuti, criador do afrobeat, uma fusão complexa do jazz, funk, soul, rock psicodélico e a própria música tradicional do oeste africano.

Não percam o tributo da banda AfroJazz e do DJ Nepal ao lendário criador do afrobeat Fela Kuti. Dia 03 de junho, sábado, no Clube dos Macacos. Os ingressos estão voando. GARANTA O SEU

Fela: a voz de seu povo

Ao retornar pra Nigéria na década de 70, Fela Kuti montou um complexo musical que incluía um estúdio de gravação, um estúdio de ensaio e uma boate, consolidando assim sua obra fonográfica e se tornando uma das maiores estrelas do seu país. Ele se tornou imensamente popular entre os pobre porque falava de questões políticas que ressoavam como a voz do seu povo contra a a exploração do regime ditatorial local que tirava seus direitos. Com isso, o governo Nigeriano passou a persegui-lo para o resto de sua vida, chegando ao ponto de mandar 1000 soldados destruírem seu complexo, matarem sua mãe e estuprarem suas esposas (sim, em dado momento ele tinha 27). Fela tinha acima de tudo a vontade de criar uma Africa livre e próspera, e usou sua música pra empoderar e encorajar o povo a almejar coisas melhores para o continente.
Venham conferir a homenagem que faremos a esse grande artista e ser humano, dia 3 de junho, sábado, no Clube dos Macacos! GARANTA SEU INGRESSO. O primeiro lote está quase esgotando.