Décadas de 50 e 60: o hard bop bebe na fonte

Não é nenhum segredo que a matriz do jazz e do blues, e parte fundamental da raiz de toda a música ocidental, é em sua essência a música africana. Nas décadas de 50 e 60, alguns dos mais notáveis músicos de Jazz, como Art Blakey e John Coltrane, despertaram um interesse comum em resgatar essas raízes africanas e incorporar tais elementos rítmicos e espirituais de forma mais clara em suas próprias composições. Assim surgiram grandes obras como “Africa” e “Liberia” de John Coltrane, e “The African Beat”, de Art Blakey.

A polirritmia das percussões e a qualidade xamânica dos cantos africanos voltavam a influenciar, diretamente, a música norte-americana. Esse interesse gerou uma troca explícita, com diversos jazzmen viajando para o continente africano para estudar e entender melhor os conceitos de tal disciplina. Em contrapartida, muitos músicos africanos, principalmente no oeste da África, em países como Mali, Ghana, e Nigeria, passaram também a se interessar pelo jazz. Essa aproximação cultural e musical viria a ser chave para o surgimento de Fela Kuti, criador do afrobeat, uma fusão complexa do jazz, funk, soul, rock psicodélico e a própria música tradicional do oeste africano.

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